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Tuesday, 6 September 2016

Prova 2016 - CESGRANRIO - IBGE - Agente de Pesquisa e Mapeamento - RLM Comentada

1) O setor de uma empresa enviou os seus 10 funcionários para participarem de um curso sobre a utilização de um sistema de preenchimento de relatórios. Ao final do curso, todos os funcionários passaram a utilizar o sistema no mesmo ritmo, isto é, cada um passou a preencher a mesma quantidade de relatórios por hora: cada 4 funcionários preenchem 48 relatórios em 6 horas.
Após o curso, em quantas horas 8 funcionários preencheriam 96 relatórios?
(A) 6
(B) 4
(C) 3
(D) 12
(E) 8


O problema quer saber a quantidade de horas.
Pode-se resolver o problema por meio da regra de três composta.
Funcionários Relatórios Horas
4 48 6
8 96 x
Primeiro passo é organizar os valores em forma de equação. A incógnita x sempre deve ficar só em um dos lados da equação.
Os valores da fileira de baixo serão os numeradores das frações e os valores da fileira de cima serão os denominadores.

[tex]\frac{x}{6}=\frac{96}{48}*\frac{8}{4}[/tex]

O segundo passo é inverter o numerador e denominador das frações em que a grandeza seja inversamente proporcional em relação a  grandeza de x.

Pergunte: "Se aumentar o número de horas, é necessário mais ou menos funcionários para produzir uma mesma quantidade de relatórios?"
São necessários menos funcionários, para mais horas. O número de horas e número de funcionários são grandezas inversamente proporcionais.

Pergunte: "Se aumentar o número de horas, produzem-se mais ou menos relatórios em um mesmo lapso temporal?"
Produzem-se mais relatórios, para mais horas. O número de horas e quantidade de relatórios são diretamente proporcionais.

Invertem-se o numerador e o denominador da fração referente a relatórios:

[tex]\frac{x}{6}=\frac{48}{96}*\frac{8}{4}[/tex]

Simplifique e resolva:

[tex]\frac{x}{6}=\frac{1}{2}*2[/tex]

[tex]\frac{x}{6}=1[/tex]

[tex]x=6[/tex] horas

Letra A



2) Maria disse que sua família possui um único carro.
Se Maria mentiu, então a sua família
(A) possui mais de um carro.
(B) possui outro tipo de veículo.
(C) não possui carro, ou possui mais de um carro.
(D) não possui carro.
(E) não gosta de carros.


Para negar a afirmação de Maria, é necessário que a família possua uma quantidade de carros diferente de 1.

Pode ser que a família de Maria possua mais de um carro ou pode ser que a família de Maria não possa carro algum.
Em ambos os casos Maria estaria mentindo.

A letra C cobre esses dois casos.



3) Considere as seguintes definições:
1 - Um triângulo é chamado de escaleno quando os seus lados possuem comprimentos diferentes.
2 - Um triângulo é chamado de isósceles quando há dois de seus lados com o mesmo comprimento.
3 - Um triângulo é chamado de equilátero quando todos os seus lados possuem o mesmo comprimento.
De acordo com as definições apresentadas, um triângulo não é escaleno quando, e apenas quando, ele
(A) não é equilátero.
(B) não é isósceles.
(C) é isósceles.
(D) é isósceles, mas não é equilátero.
(E) não é equilátero, nem é isósceles.


De forma simplificada: "Se todos os lados são diferentes, então o triângulo é escaleno".

A contrapositiva dessa afirmativa é: "Se o triângulo não é escaleno, então existem pelo menos dois lados iguais".

Segue que, se um triângulo não é escaleno, então o triângulo é isósceles ou equilátero.

O enunciado não deixa muito claro, mas todo triângulo equilátero é isósceles, visto que há pelo menos dois lados iguais.

Conclui-se que todo triângulo não escaleno é isósceles.

Letra C.



4) Considere a seguinte argumentação:
Se alguém tivesse faltado à festa, então todos teriam passado por interesseiros.
No entanto, alguém não passou por interesseiro.
Conclui-se que
(A) ninguém faltou à festa.
(B) quem faltou à festa é interesseiro.
(C) alguém foi à festa, mas não todos.
(D) não houve festa.
(E) todos faltaram à festa.


Proposições:
P = Alguém faltou à festa.
~P = Ninguém faltou à festa / Todos foram à festa.
Q = Todos passaram por interesseiros.
~Q = Alguém não passou por interesseiro.

Premissa 1: P→Q
Premissa 2: ~Q
Conclusão: ~P (Modus Tollens)

Letra A.



5) Todos os funcionários de uma empresa encerram suas atividades às 18h e seguem para suas casas usando ônibus ou van. Os funcionários que usam ônibus seguem até a rodoviária e lá pegam outro ônibus ou um táxi. Os funcionários que usam a van seguem até a zona portuária e lá pegam as barcas.
Portanto, os funcionários que não usam táxi para seguirem para suas casas, após encerrarem suas atividades,
(A) não usam van, se usarem a barca.
(B) não usam barca, mas usam van.
(C) não usam ônibus.
(D) usam ônibus, se não usarem a barca.
(E) usam ônibus, mas não usam a barca.


As opções para voltar para casa são:
Ônibus seguido por outro ônibus ou por táxi.
OU
Van seguida por barca.

Os funcionários que não usam táxi são os que voltam por um dos seguintes percursos:
Ônibus seguido por outro ônibus.
OU
Van seguida por barca.

A letra A está errada, pois se usarem barca é porque usaram van. Além do que, não é uma conclusão completa, pois pode ser que usem ônibus.

A letra B está errada, pois se usam van, usam barca também. Além do que, não é uma conclusão completa, pois pode ser que usem ônibus.

A letra C está errada, pois pode ser que usem ônibus, sim.

A letra E está errada, pois não é necessário que usem ônibus e pode ser que usem barca.

A letra D está certa. Se não usarem a barca, então esses funcionários voltaram para casa usando os dois ônibus.



6) Cinco amigos passaram o final de semana juntos em uma pousada. O valor total da conta foi de R$ 3.720,40, e cada um pagou apenas a parte que lhe cabia, dentre as despesas de hospedagem, passeios e frigobar.
É necessariamente verdade que
(A) algum amigo gastou entre R$ 744,00 e R$ 745,00.
(B) algum amigo gastou menos do que R$ 744,00.
(C) algum amigo gastou mais do que R$ 744,05.
(D) cada amigo gastou mais do que R$ 740,05.
(E) cada amigo gastou menos do que R$ 745,00.


Para resolver esse tipo de problema é necessário encontrar ao menos uma hipótese que contradiga a assertiva. Caso seja impossível contradizê-la, então necessariamente a assertiva está correta.

A letra A está errada porque pode ser que os custos de hospedagem e alimentação tivessem inclusos, mas um amigo resolveu comprar um artigo caro fora do pacote e pagou sozinho R$ 3.720,40. Nesse caso, nenhum dos amigos teria gasto um valor entre 744 e 745 reais.

A letra B está errada, porque 744 * 5 = 3720 e esse valor é inferior a 3720,40 em 40 centavos.
Portanto é possível que 4 amigos tenham pago 744,00 e o outro pagou 744,40, caso este em que nenhum amigo gastou menos do que R$ 744,00.

A letra D está errada pelo mesmo motivo que a letra A. É possível que apenas um dos amigos arcou com o gasto total e, portanto, houve quatro pessoas que não gastaram mais do que R$ 740,05.

A letra E está errada pelo mesmo motivo que a letra A. É possível que alguém tenha pago o valor cheio e, portanto, pagou mais do que R$ 745,00.

A letra C está certa já que 744,05 * 5 = 3.720,25.
Como 3.720,25 é inferior a 3.720,40, então pelo menos um dos cinco amigos teve que arcar com os quinze centavos restante e necessariamente pagou um valor acima R$ 744,05.



7) A Figura mostra as cinco etapas seguidas para se dobrar uma folha de papel, conforme disposta inicialmente na etapa 1. Foram feitas duas dobras, nas etapas 2 e 4, ao longo dos segmentos tracejados, que dividem ao meio a folha presente nas etapas 1 e 3, respectivamente.




Na etapa 5, no local indicado pelo ponto, a folha dobrada foi atravessada perpendicularmente por um lápis, sendo feito um furo de lado a lado.

Se a folha for desdobrada e retornar à forma disposta na etapa 1, então qual a representação correta da disposição dos furos obtidos?

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)


Só não vá fazer o experimento no seu caderno de prova, huh?

Tente visualizar as etapas de trás para frente.




8) Na Figura a seguir, PQ mede 6 cm, QR mede 12 cm, RS mede 9 cm, e ST mede 4 cm.

A distância entre os pontos P e T, em cm, mede
(A) 19
(B) 18
(C) 17
(D) 21
(E) 20


As medidas que o enunciado informa são


Faça com que a diagonal PT seja igual à hipotenusa de um triângulo com base e altura conhecidos:


Base = 15 cm (PQ + RS).
Altura = 8 cm (QR - ST).

Aplicando o Teorema de Pitágoras:

[tex]Base^{2}+Altura^{2}=Hipotenusa^{2}[/tex]

[tex]15^{2}+8^{2}=PT^{2}[/tex]

[tex]15^{2}+8^{2}=PT^{2}[/tex]

[tex]225+64=PT^{2}[/tex]

[tex]PT=\sqrt{289}[/tex]

[tex]PT=17[/tex]

Letra C.


9) Considere cinco punhados idênticos de feijões, ou seja, com a mesma quantidade de feijão. Tais punhados estão enfileirados e numerados do primeiro ao quinto. Uma pessoa retira de cada punhado, exceto do terceiro, três feijões e os coloca no terceiro punhado. Em seguida, essa pessoa retira do terceiro punhado tantos feijões quantos restaram no segundo e os coloca no primeiro punhado.
Após os procedimentos realizados por essa pessoa, quantos feijões sobraram no terceiro punhado?
(A) 10
(B) 9
(C) 7
(D) 15
(E) 12


Cada punhado tem inicialmente X feijões.
A pessoa retirou 3 feijões dos punhados, exceto do terceiro, e os colocou nesse.

Após o procedimento, o terceiro punhado ficou com X+12 feijões.
Os demais punhados ficaram com X-3 feijões.

Em seguida, a pessoa retira X-3 feijões do terceiro punhado e os coloca no primeiro.
Quantos restam no terceiro punhado?
Resto = X + 12 - (X-3)
Resto = X + 12 - X + 3
Resto = 15

Letra D.



10) Em cada jogo de um torneio de futebol, um time pode vencer, se fizer mais gols que o adversário, empatar, se fizer o mesmo número de gols que o adversário, ou perder, se fizer menos gols que seu adversário.
Um determinado time de futebol jogou três partidas e ficou com saldo de gols positivo, ou seja, fez mais gols do que sofreu.
Qual das campanhas a seguir NÃO pode ter sido a campanha do time citado?
(A) 1 Vitória, 1 Derrota e 1 Empate
(B) 0 Vitória, 1 Derrota e 2 Empates
(C) 1 Vitória, 0 Derrota e 2 Empates
(D) 2 Vitórias, 0 Derrota e 1 Empate
(E) 1 Vitória, 2 Derrotas e 0 Empate


Uma vitória significa um saldo positivo de gols.
Um empate significa um saldo nulo.
Uma derrota significa um saldo negativo.

As letras A, C, D e E podem ter sido a campanha. Basta que o saldo positivo das vitórias supere o saldo negativo das derrotas.

A letra B não pode ter sido a campanha do time. Não é possível um saldo positivo após sofrer 1 derrota e 2 empates, pois derrotas são saldos negativos e empates nulos.



11) Antes da final do Novo Basquete Brasil, 9 pessoas foram convidadas a participar de uma apresentação na qual cada uma delas faria 8 arremessos livres à cesta. Dentre essas pessoas havia alguns profissionais, e o restante era composto de torcedores que foram escolhidos aleatoriamente. Os números de arremessos convertidos pelos participantes foram: 1, 2, 2, 3, 4, 5, 5, 6 e 7. Nenhum torcedor acertou mais arremessos do que qualquer um dos profissionais. Apenas 2 torcedores converteram o mesmo número de arremessos, e um torcedor converteu o mesmo número de arremessos que um profissional.
Quantos profissionais foram convidados para a apresentação?
(A) 5
(B) 6
(C) 7
(D) 3
(E) 4


Um torcedor converteu o mesmo número de arremessos que um profissional.
Há dois pares de pontuações iguais: 2, 2 e 5, 5.
Um desses pares é compartilhado por um torcedor e um profissional. O outro pode ser o arremesso de dois profissionais ou de dois amadores.

Nenhum torcedor acertou mais arremessos do que qualquer um dos profissionais.
Pode ser que haja sete profissionais. Os torcedores teriam convertido 1 e 2, enquanto que os profissionais tenham convertido 2, 3, 4, 5, 5, 6 e 7.
Pode ser que haja três profissionais. Os torcedores tenham convertido 1, 2, 2, 3, 4 e 5 e os profissionais tenham convertido 5, 6 e 7.

Finalmente, Apenas 2 torcedores converteram o mesmo número de arremessos. Então, não é possível que os torcedores tenham convertido 1 e 2.
É necessário que eles tenham convertido 1, 2, 2, 3, 4 e 5 de modo que dois torcedores converteram a mesma pontuação: 2 e 2.

Conclui-se a partir das informações que há 3 profissionais.

Letra D.



12) A Figura a seguir mostra as flores de um canteiro, e o número abaixo de cada flor representa a quantidade, em mg, de pólen de cada uma das flores.

Uma abelha visita esse canteiro para colher pólen, mas consegue carregar, no máximo, 8 mg de pólen por viagem. Sabe-se ainda que, em cada viagem, a abelha colhe o pólen de uma única flor, que pode ser revisitada em outras viagens.
Qual a quantidade máxima de pólen, em mg, que essa abelha consegue colher em 24 viagens?
(A) 190
(B) 184
(C) 180
(D) 192
(E) 191


O ideal é que a abelha tente sempre carregar o máximo de pólen possível em cada viagem. Para tanto, a abelha sempre deve escolher uma flor que tenha pelo menos 8 mg de pólen.

Uma divisão por 8 nos informa quantas visitas a abelha consegue fazer a cada flor antes de restar uma quantidade de pólen inferior a 8 mg.

Por exemplo, para a flor com 52 mg a abelha pode fazer 52/8=6 visitas e restará 4 mg de pólen.

Pólen Inicial Número de visitas Resto da divisão
6 6/8 = 0 6 mg
52 52/8 = 6 4 mg
35 35/8=4 3 mg
82 82/8=10 2 mg
23 23/8=2 7 mg
11 11/8=1 3 mg

Somando o número total de visitas em que a abelha carrega o máximo de pólen possível:
0 + 6 + 4 + 10 + 2 + 1 = 23 visitas.

Na última viagem a abelha deve escolher a flor que ficou com mais pólen, isto é, a flor que ficou com 7 mg.

Ao todo ela consegue captar (23*8) + 7 = 187 + 7 = 191 mg de pólen.

Letra E.



13) Em uma prova de múltipla escolha, todas as questões tinham o mesmo peso, ou seja, a cada questão foi atribuído o mesmo valor. Aldo tirou nota 5 nessa prova, o que corresponde a acertar 50% das questões da prova. Ao conferir suas marcações com o gabarito da prova, Aldo verificou que acertou 13 das 20 primeiras questões, mas constatou que havia acertado apenas 25% das restantes.
Quantas questões tinha a prova?
(A) 52
(B) 32
(C) 24
(D) 84
(E) 72


O restante da prova tinha X questões, das quais Aldo acertou 25%, ou seja, 1/4 de X.
Ao todo ele acertou 13 + 0,25X questões.
A prova tinha 20 + X itens.

Como ele acertou a metade das questões, segue que:

[tex]\frac{13+0,25X}{20+X}=0,5[/tex]

[tex]13+0,25X=10+0,5X[/tex]

[tex]0,25X=3[/tex]

[tex]X=12[/tex]


A prova tem 20 + X itens, isto é, 32 itens.

Letra B.



14) Em cada um dos quadrados menores que formam o quadrado da Figura a seguir será colocado um dos números 1, 2 ou 3, de modo que não haja números repetidos na mesma linha nem números repetidos na mesma coluna.

A soma dos números representados pelas letras X e Y da Figura vale
(A) 4
(B) 5
(C) 6
(D) 2
(E) 3


A primeira fileira precisa ser preenchida com os números 2 e 3. O número 3 não pode ficar na primeira casa, pois já há um número 3 na primeira coluna.


Fica claro que falta apenas um número 1 para preencher a primeira coluna.


A primeira fileira precisa ser preenchida com os números 2 e 3. O número 3 não pode ficar na segunda casa, pois já há um número 3 na segunda coluna.
Isso nos leva a figura final:


Letra A.



15) Ao duplicar a largura de um determinado retângulo e reduzir à metade o comprimento desse mesmo retângulo, obtém-se um quadrado de perímetro P.
O perímetro do retângulo original é
(A) P
(B) 1,25P
(C) 2,5P
(D) 0,25 P
(E) 0,75P

Ao duplicar a largura do retângulo, essa ficou do mesmo tamanho que a metade do comprimento.
2L = 0,5C

O perímetro do quadrado resultante foi:
2L + 2L + 0,5C + 0,5C = P

Como 0,5C = 2L, segue que:
2L + 2L + 2L + 2L = P
8L = P

O perímetro original era igual a:
Perímetro = L + L + C + C
Perímetro = L + L + 4L + 4L
Perímetro = 10L

Como 8L = P, tem-se que 10L = (10/8)P.

Perímetro = (10/8)P
Perímetro = (5/4)P
Perímetro = 1,25P

Letra B.



Não encontrei nenhum caso passível de recurso.
Espero que as minhas resoluções tenham satisfeito às suas dúvidas, caso contrário deixe um comentário.
Se tiver alguma dúvida sobre a matéria, também pode perguntar. Tentarei responder o mais breve possível.

Monday, 29 August 2016

Prova 2016 - ESAF - Funai - Todos os Cargos - Raciocínio Lógico Comentada

prova FUNAI Raciocínio Lógico Comentada

http://www.esaf.fazenda.gov.br/assuntos/concursos_publicos/em-andamento-1/funai-2016/prova-objetiva-1_gabarito-1.pdf



21. Em uma cidade, 40% dos adultos são obesos, 45% dos adultos obesos são mulheres e 50% dos adultos não obesos são mulheres. Indique qual a probabilidade de que uma pessoa adulta da cidade escolhida ao acaso seja uma mulher.
A) 0,48
B) 0,49
C) 0,50
D) 0,51
E) 0,52


Se houvesse 100 pessoas na cidade, 40 delas seria obessas.
Entre essas 40 pessoas, 45% são mulheres.
45% de 40 é igual a 0,45*40 = 18 mulheres obesas.

Entre as 60 restantes, 50% são mulheres.
50% de 60 é igual a 30 mulheres.

Ao todo, há 48 mulheres nessa cidade. A probabilidade de escolher uma pessoa ao acaso e essa pessoa ser uma mulher é:
P(mulher) = número de mulheres / população total
P(mulher) = 48 / 100
P(mulher) = 0,48
Letra A.



22. Considerando os dados da questão anterior, indique qual a proporção de mulheres adultas que são obesas.
A) 5/8
B) 52%
C) 3/8
D) 11/26
E) 45%


Calculando que havia 18 mulheres obesas e 48 mulheres ao todo.
A proporção de mulheres adultas que são obesas é igual a 18/48, ou 3/8.
Letra C.



23. O triângulo I tem base b e altura h. O triângulo II tem base 25% maior e altura 20% menor que o triângulo I. A base do triângulo III é 1,25b e a altura é 0,8h.
Pode-se afirmar que:
A) A área do triângulo I é maior que a área do triângulo II.
B) A área do triângulo II é menor que a área do triângulo III.
c) Os triângulos II e III têm a mesma área que é maior que a área do triângulo I.
D) Os triângulos II e III têm a mesma área que é menor que a área de triângulo I.
E) Os três triângulos têm a mesma área.


A área de uma triângulo é igual a metade da multiplicação da base pela altura.

A área do triângulo I é igual a
[tex]\frac{bh}{2}[/tex].

A área do triângulo II é igual a
[tex]\frac{1,25b*0,8h}{2}[/tex]

[tex]=\frac{bh}{2}[/tex]


A área do triângulo II é igual a
[tex]\frac{0,8b*1,25h}{2}[/tex]

[tex]=\frac{bh}{2}[/tex]

Todas as áreas são iguais. A letra E responde a essa questão.



24. Considere as quatro letras A, C, G e T formando pares de letras nos quais A só forma par com T e C só forma par com G. Indique quantas sequências distintas de três pares ordenados de letras e com repetição podem ser formadas.
A) 4
B) 8
C) 16
D) 32
E) 64


Há dois pares (A,T) e (C,G).
Cada um dos pares pode ser permutados em duas ordens diferentes.
(A,T) e (T,A);
(C,G) e (G,C);

Digamos que há três casas que podem ser preechidas com qualquer um dos quatro pares.
_ * _ * _

Pelo princípio fundamental da contagem, a primeira casa pode ser preenchida com 4 pares quaisquer:
4 * _ * _

A segunda e terceira casa também.
4 * 4 * 4
Totalizando 64 sequências distintass.
Letra E.



25. O limite da série infinita S de razão 1/3,
S = 9 + 3 + 1 + 1/3 + 1/9 + ... é:
A) 13,444....
B) 13,5
C) 13,666....
D) 13,8
E) 14


Basta multiplicar a sequência pela razão e em seguida subtrair o resultado da sequência. Vai ficar apenas o primeiro termo do lado direito da equação e do lado esquerdo vai ficar (1-razão) multiplicado por S:
S = 9 + 3 + 1 + 1/3 + 1/9 + ...
(1/3)S = 3 + 1 + 1/3 + 1/9 + 1/27...

S - (1/3)S = 9
(2/3)S = 9
S = (3/2)9
S = 27/2
S = 13,5

Letra B



26. Sejam as proposições p e q onde p implica logicamente q e sejam as negações ~p e ~q. Tem-se que:
A) p é equivalente logicamente a q.
B) p implica logicamente q e q implica p.
C) p implica logicamente q e ~p implica ~q.
D) p e ~q é uma contradição.
E) p ou ~q é uma tautologia
.

Se P e Q são proposições distintas, segue que P não é equivalente logicamente a Q.
P implica Q, conforme diz o enunciado. Concluir a partir dessa informação que Q implica P é uma falácia conhecida por afirmação do consequente.
Concluir que ~P implica ~Q é outra falácia conhecida como negação do antecedente.
P e ~Q é uma contradição, pois P implica Q. Logo, se P ocorreu, então Q também ocorreu. Um caso em que P ocorreu e Q não ocorreu contradiz o enunciado.
P ou ~Q não é uma tautologia, porque os valores lógicos de P e Q podem ser respectivamente falso e verdadeiro. Não haveria conflito com o enunciado esse caso em que P não ocorreu, mas Q ocorreu. Haveria apenas conflito com a letra E.
Gabarito: D.



27. Sejam as proposições p e q onde p implica logicamente q. Diz-se de maneira equivalente que:
A) p é condição suficiente para q.
B) q é condição suficiente para p.
C) p é condição necessária para q.
D) p é condição necessária e suficiente para q.
E) q não é condição necessária para p.


Quando uma proposição P implica uma proposição Q, diz-se que P é condição suficiente para Q porque é suficiente P ocorrer para que Q ocorra.
Por exemplo, "se choveu, então o pátio está molhado". Chover é condição suficiente para o pátio estar molhado, pois basta ter chovido para molhar o pátio.
Diz-se que Q é condição necessária para P, porque se P ocorreu é necessário que Q tenha ocorrido também. Entende-se por aí que se Q não ocorreu, P também não ocorreu por contraposição.
Letra A.



28. Seja NE a abreviatura de Nordeste. A negação de “O Piauí faz parte do NE ou o Paraná não faz parte do NE” é:
A) o Piauí não faz parte do NE.
B) o Paraná faz parte do NE.
C) o Piauí não faz parte do NE ou o Paraná faz parte do NE.
D) o Piauí não faz parte do NE e o Paraná faz parte do NE.
E) o Piauí e o Paraná fazem parte do NE.


Para negar uma proposição composta unida por uma disjunção inclusiva (ou) é necessário que ambas proposições simples sejam falsas.
Ou seja, "o Piauí não faz parte do NE" E "o Paraná faz parte do NE". Conforme consta na Letra D.



29. Seja a proposição: “Se um elemento possui a propriedade P então ele possui também a propriedade Q”. Para demonstrar que esta proposição é falsa, basta mostrar que:
A) todo elemento que possui a propriedade Q também possui a propriedade P.
B) existe um elemento que não possui nem a propriedade P nem a propriedade Q.
C) existe um elemento que possui a propriedade P, mas não possui a propriedade Q.
D) existe um elemento que não possui a propriedade P.
E) existe um elemento que possui a propriedade Q, mas não possui a propriedade P.


O enunciado está afirmando que todo elemento que possui a propriedade P possui também a propriedade Q.
Para contrariar basta encontrar um elemento que possui P, mas não possui Q.
Letra E.



30. Sejam as proposições (p) e (q) onde (p) é V e (q) é F, sendo V e F as abreviaturas de verdadeiro e falso, respectivamente. Então com relação às proposições compostas, a resposta correta é:
A) (p) e (q) são V.
B) Se (p) então (q) é F.
C) (p) ou (q) é F.
D) (p) se e somente se (q) é V.
E) Se (q) então (p) é F.


Tabela verdade para finalizar:

Letra B.

Thursday, 10 March 2016

2016 - FGV - Ministério das Relações Exteriores - Oficial de Chancelaria (questões de RLM resolvidas)

João olhou as dez bolas que havia em um saco e afirmou:
“Todas as bolas desse saco são pretas”.
Sabe-se que a afirmativa de João é falsa.
É correto concluir que:
(A) nenhuma bola desse saco é preta;

(B) pelo menos nove bolas desse saco são pretas;
(C) pelo menos uma bola desse saco é preta;
(D) pelo menos uma bola desse saco não é preta;
(E) nenhuma bola desse saco é branca.


A) A letra A está errada porque a negação de uma afirmação equivale ao conjunto complementar da afirmação. A negação precisa abranger todos os casos em que a afirmação original seria falsa. Afirmar que nenhuma bola desse saco é preta é um dos casos em que a afirmação seria falsa; é uma condição suficiente para negar o que João disse, mas não é condição necessária. Bastaria que uma ou mais bolas não fossem pretas.
Se não ficou claro, posso dar um exemplo. Imagine que eu te diga que comentei todas as questões de RLM da prova da FGV para o cargo de Oficial de Chancelaria. Você lê a minha postagem e observa que só respondi a duas questões. Você me acusa minha afirmação de falsa. Para me defender eu argumento erroneamente que minha afirmação só seria falsa se eu não tivesse respondido questão alguma e que, logo, sua acusação não procede.
Por isso a negação lógica de “todo” não pode ser “nenhum”.

B) A letra B está errada porque a afirmação abrange dois casos possíveis. No primeiro caso, há 9 bolas pretas e uma bola de outra cor. Nesse cenário, a afirmação do João seria falsa, pois há realmente uma bola que não é preta. Todavia, há uma segunda interpretação possível a letra B, todas as bolas são pretas. Se todas as dez bolas forem pretas, então eu posso corretamente afirmar que “pelo menos 9 bolas são pretas”. Como a negação não contempla esse caso, a assertiva está errada.

C) A letra C está errada pelo mesmo motivo da letra acima.

D) A letra D está certa porque se houver uma ou mais bolas de outra cor que não preta, então o que João disse deixa de ser verdadeiro. Lembre-se que a negação de todo é “existe pelo menos um”, ou “existe algum”, ou “algum”, ou outra expressão semelhante que implique da existência de uma unidade ou mais.

E) A letra E está errada porque pode estar de acordo com o que João disse. Pode ser que todas as bolas sejam pretas e, portanto, nenhuma bola é branca. Ou seja, o fato de nenhuma bola ser branca não exclui a possibilidade de todas serem pretas.

72. Em em supermercado uma embalagem com certa quantidade de frios fatiados estava com a etiqueta abaixo sem a informação R$/kg.

O preço aproximado de 1,0 kg desse produto é:
(A) R$20,50;
(B) R$21,10;
(C) R$21,80;
(D) R$22,30;
(E) R$22,90.

 Se o preço de 0,160 kg é R$ 3,66, então o preço de um quilo pode ser obtido dividindo 3,66 por 0,160.
Isso porque para transformar 0,160 kg em 1,00 kg, basta dividir 0,160 kg por 0,160.
A mesma operação deve ser aplicada no preço para manter a proporção.
3,66 / 0,160 = R$ 22,875. Aproximadamente 22,90. Muito caro, melhor voltar a comprar mortadela.

73. Considere a sentença:
“Corro e não fico cansado”.
Uma sentença logicamente equivalente à negação da sentença dada é: 

(A) Se corro então fico cansado. 
(B) Se não corro então não fico cansado. 
(C) Não corro e fico cansado. 
(D) Corro e fico cansado. 
(E) Não corro ou não fico cansado.

Vamos dizer que:
P = Corro
~Q = Não fico cansado.
A proposição do enunciado pode ser reescrita de forma lógica: P ^ ~Q
A negação dessa proposição é: ~(P ^ ~Q)
Pelo Teorema de DeMorgan, essa negação equivale a: ~P v Q
Por sua vez, essa disjunção pode ser transformada em implicação material: P → Q
Logo, uma das negações de “corro e não fico cansado” é “se corro, então fico cansado”. Adeus Olimpíadas.

Tabela Verdade com as assertivas:


74. Em certo ano, o dia 31 de dezembro caiu em um domingo e, em um reino distante, o rei fez o seguinte pronunciamento:
“Como as segundas-feiras são dias horríveis, elas estão abolidas a partir de hoje. Assim, em nosso reino, cada semana terá apenas 6 dias, de terça-feira a domingo. Portanto, como hoje é domingo, amanhã, o primeiro dia do ano novo, será terça-feira.”
O ano novo não foi bissexto. Então, nesse reino distante, o dia de Natal (25 de dezembro) desse ano caiu em:
(A) uma terça-feira;
(B) uma quarta-feira;
(C) uma quinta-feira;
(D) uma sexta-feira;
(E) um sábado.


O ano tem 365 dias (não, sério capitão óbvio?).
Após a abolição das segundas-feiras, a semana passou a ter 6 dias. Segue o cálculo para provar:
7 dias - 1 dia = 6 dias. Você pode tirar a prova na calculadora.
Natal, dia 25 de dezembro, é o 359º dia do ano. Se você dividir o índice (posição ordinal) do dia por 6, o resto da divisão vai representar o dia da semana conforme tabela a seguir:

Por exemplo, o primeiro dia é 1 e 1/6 = 0 resto 1. Como o resto é igual a 1, o primeiro dia é uma terça-feira.
O vigésimo sétimo dia é 27 e 27/6 = 4 resto 3. Como o resto é igual a 3, o 27º dia é uma quinta-feira.
Logo, basta dividir 359 por 6 para obter resto 5 e descobrir que o Natal vai cair em um sábado.

75. Em uma urna há quinze bolas iguais numeradas de 1 a 15.
Retiram-se aleatoriamente, em sequência e sem reposição, duas bolas da urna.
A probabilidade de que o número da segunda bola retirada da urna seja par é:
(A) [tex]\frac{1}{2}[/tex]
(B) [tex]\frac{3}{7}[/tex]
(C) [tex]\frac{4}{7}[/tex]
(D) [tex]\frac{7}{15}[/tex]
(E) [tex]\frac{8}{15}[/tex]
Observe primeiramente que há 7 números pares e 8 números ímpares entre 1 e 15.
A probabilidade da primeira bola retirada ser par é igual a 7/15.
A probabilidade da primeira bola retirada ser ímpar é igual a 8/15.
Após a primeira retirada restam 14 bolas na urna.

(i) A probabilidade retirar duas bolas pares é igual a: (7/15) * (6/14);
(ii) A probabilidade de retirar uma bola par e depois uma ímpar é: (7/15) * (8/14);
(iii) A probabilidade de retirar uma bola ímpar e depois uma par é: (8/15) * (7/14);
(iv) A probabilidade retirar duas bolas ímpares é igual a: (8/15) * (7/14).

Uma vez elencado todos os casos possíveis, A; probabilidade de que o número da segunda bola retirada da urna seja par é igual a (i) + (iii).
= (7/15) * (6/14) + (8/15) * (7/14)
>= (7/15) * (3/7) + (8/15) * (1/2)
= (1/5) + (4/15)
= (3/15) + (4/15)
= 7 / 15

76. Lucas é artesão, fabrica vassouras e, certo dia, levou 40 vassouras para vender na feira. Ele começou vendendo cada vassoura por 12 reais e, perto do final, baixou o preço para a metade, terminando o dia com todo o seu estoque vendido, arrecadando 336 reais.
O número de vassouras que Lucas vendeu pelo preço mais alto foi:
(A) 12;
(B) 14;
(C) 15;
(D) 16;
(E) 18.


Essa questão pode ser resolvida por meio de um sistema de equações lineares.
A variával x vai representar o número de vassouras que Lucas vendeu por 12 reais e a variável y vai representar o número de vassouras que Lucas vendeu a 6 reais.
O total de vassouras vendidas foi 40, então:
x + y = 40
A arrecadação pela venda é igual ao preço multiplicado pela quantidade de vassouras
12x + 6y = 336
Se multiplicar a primeira equação por 6 ficamos com:
6x + 6y = 240
Se subtrairmos esse resultado da segunda equação ficamos com:
12x + 6y - (6x + 6y) = 336 - (240)
12x + 6y - 6x - 6y = 336 - 240
6x = 96
x = 16

77. Considere três caixas A, B e C. Na caixa A há dez bolas brancas, na caixa B há doze bolas pretas e na caixa C há oito bolas azuis.
Inicialmente, retiram-se seis bolas da caixa A, que são colocadas na caixa B. A seguir, retiram-se aleatoriamente oito bolas da caixa B, que são colocadas na caixa C. Por último, retiram-se aleatoriamente seis bolas da caixa C, que são colocadas na caixa A.
Ao final desse processo, é correto concluir que:
(A) na caixa A há, no mínimo, quatro bolas azuis;
(B) na caixa A há, no máximo, oito bolas brancas;
(C) na caixa B há, no máximo, dez bolas pretas;
(D) na caixa B há, no mínimo, quatro bolas brancas;
(E) na caixa C há, no máximo, quatro bolas azuis.


Caixa A: 10 bolas brancas;
Caixa B: 12 bolas pretas;
Caixa C: 8 bolas azuis.

Retiram-se 6 bolas brancas de A que são colocadas na caixa B.

Caixa A: 4 bolas brancas;
Caixa B: 12 bolas pretas e 6 bolas brancas;
Caixa C: 8 bolas azuis.

Retiram-se aleatoriamente oito bolas da caixa B, que são colocadas na caixa C.
Aqui é necessário observar que podem ser retiradas conjuntos diferentes de bolas de determinada cor. Por exemplo, é possível retirar 4 bolas pretas e 4 bolas brancas da caixa B. O ideal é identificar os extremos, retirar o máximo possível de determinada cor. Os dois extremos são:
1) Retirar todas as bolas brancas: 2 bolas pretas e todas as 6 bolas brancas.
2) Retirar todas 8 bolas pretas.

Caixa A (4 bolas): 4 bolas brancas;
Caixa B (10 bolas): 4 a 10 bolas pretas e 0 a 6 bolas brancas;
Caixa C (16 bolas): 8 bolas azuis, 2 a 8 bolas pretas e 0 a 6 bolas brancas.

Por último, retiram-se aleatoriamente seis bolas da caixa C, que são colocadas na caixa A.
Usa-se a mesma estratégia da alocação anterior. Verifica-se cada caso ao extremo para saber quantas bolas de cada cor podem restar dentro das caixas.

Caixa A (10 bolas): 4 a 10 bolas brancas, 2 a 6 bolas pretas e 0 a 6 bolas azuis;
Caixa B (10 bolas): 4 a 10 bolas pretas e 0 a 6 bolas brancas;
Caixa C (10 bolas): 2 a 8 bolas azuis, 0 a 8 bolas pretas e 0 a 6 bolas brancas.

(A) na caixa A há, no mínimo, quatro bolas azuis;
Errado. É possível que não haja bolas azuis na caixa A.

(B) na caixa A há, no máximo, oito bolas brancas;
Errado. Pode ser que fiquem 10 bolas brancas na caixa A.

(C) na caixa B há, no máximo, dez bolas pretas;
Certo. Impossível haver mais de 10.

(D) na caixa B há, no mínimo, quatro bolas brancas;
Errado. Contamos 6 bolas brancas.

(E) na caixa C há, no máximo, quatro bolas azuis.
Errado. Podem ter restado todas as 8 bolas azuis na caixa C.

78. Uma turma do curso de Relações Internacionais tem 28 alunos e todos falam inglês. Sabe-se que 17 alunos falam espanhol e que 15 alunos falam francês.
O número mínimo de estudantes dessa turma que falam esses três idiomas é:
(A) 4;
(B) 5;
(C) 6;
(D) 7;
(E) 8.


I = Alunos que falam inglês;
E = Alunos que falam espanhol;
F = Alunos que falam francês;
IE = Alunos que falam inglês e espanhol;
IF = Alunos que falam inglês e francês;
EF = Alunos que falam espanhol e francês;
IEF = Alunos que falam as três línguas.

Total de Alunos = I + E + F - IE - IF - EF + IEF
28 = 28 + 17 + 15 - IE - IF - EF + IEF
28 = 60 - IE - IF - EF + IEF
28 = 60 + IEF - (IE + IF + EF)

Para manter a igualdade é necessário que "IEF - (IE + IF + EF)" seja igual a -32.
O problema quer saber qual é o menor número possível que IEF pode assumir.
Essa questão equivale a descobrir qual é o maior valor que (IE + IF + EF) pode assumir, pois quanto maior (IE + IF + EF) tanto menor será IEF.
Qual é o maior valor possível para IE? Como todos os alunos falam inglês, então não é possível que haja um aluno que fale espanhol, mas não fale inglês.
Portanto, todos os alunos que falam espanhol também falam inglês e IE = 17.
Qual é o maior valor possível para IF? Usando o mesmo raciocínio anterior, IF = 15.
Qual é o maior valor possível para EF? Ao somarmos 17 com 15 obtemos 32, 4 alunos acima do total. Portanto, o máximo de alunos que podem fazer parte da interseção EF é 4.

28 = 60 + IEF - (IE + IF + EF)
28 = 60 + IEF - (17 + 15 + 4)
28 = 60 + IEF - (36)
28 = 24 + IEF
IEF = 4

79. Em uma reunião, as únicas pessoas presentes são políticos de três partidos: PA, PB e PC. Para cada três políticos do partido PA há dois políticos do partido PB e, para cada cinco políticos do partido PB, há quatro políticos do partido PC.
Nessa reunião, a razão entre o número de políticos do partido PB e o número total de políticos é:
(A) [tex]\frac{10}{33}[/tex]
(B) [tex]\frac{11}{34}[/tex]
(C) [tex]\frac{12}{35}[/tex]
(D) [tex]\frac{13}{36}[/tex]
(E) [tex]\frac{14}{37}[/tex]


Se proporção entre PA e PB é de 3:2, então, para se manter a igualdade de uma equação, é necessário multiplicar o número de políticos do Partido A por 2 e o de B por 3.
2*PA = 3*PB
PA = (3/2)*PB

O enunciado informa ainda que para cada cinco políticos do partido PB, há quatro políticos do partido PC.
4*PB = 5*PC
PC = (4/5)*PB

A questão quer saber a razão entre o número de políticos do partido B e o total.
= PB / Total
= PB / (PA + PB + PC)
= PB / ([tex]\frac{3}{2}[/tex]*PB + PB + [tex]\frac{4}{5}[/tex]*PB)
= PB / ([tex]\frac{33}{10}[/tex]*PB)
= 1 / [tex]\frac{10}{33}[/tex]
= [tex]\frac{33}{10}[/tex]

80. André, Beatriz e Carlos são adultos, Laura e Júlio são crianças e todos vão viajar em um automóvel com 5 lugares, sendo 2 na frente e 3 atrás. Dos adultos, somente Carlos não sabe dirigir. As crianças viajarão atrás, mas Júlio faz questão de ficar em uma janela.
O número de maneiras diferentes pelas quais essas pessoas podem ocupar os cinco lugares do automóvel é:
(A) 12;
(B) 16;
(C) 18;
(D) 20;
(E) 24.


Podemos pensar assim.
André como motorista, Beatriz de copilota e Carlos com as crianças no banco de trás.

Carlos e as crianças podem permutar entre os 3 lugares de 6 maneiras distintas.
P(3) = 3! = 3*2*1 = 6
Considerando os três lugares disponíveis, podemos representá-los da seguinte maneira: (pessoa atrás do motorista, pessoa sentada no meio, pessoa sentada atrás do banco de passageiro). E usando as iniciais para identificar o nome das pessoas, temos as seis alocações possíveis:
(C, L, J), (J, L, C), (L, C, J), (J, C, L), (C, J, L) e (L, J, C).
Todavia, nas duas últimas posições Júlio está sentado no meio e o enunciado informa que esse menino só aceita ficar em uma janela.
Dessa forma, temos que eliminar os dois últimas casos.
(C, L, J), (J, L, C), (L, C, J), (J, C, L), (C, J, L) e (L, J, C).
Sobram 4 permutações admitidas.

Agora vamos mudar os assentos dos adultos.
De forma muito semelhante, podemos representar os assentos assim: (pessoa dirigindo, pessoa ao lado do motorista, pessoa no banco de trás).
Os três adultos também podem permutar entre os três lugares de seis maneiras diferentes:
(A, B, C), (A, C, B), (B, A, C), (B, C, A), (C, A, B) e (C, B, A).
Todavia, nas duas últimas posições Carlos está no volante e ele não sabe dirigir. Portanto, devemos eliminar essas duas alocações.
(A, B, C), (A, C, B), (B, A, C), (B, C, A), (C, A, B) e (C, B, A).
Para cada uma entre quatro das posições que os adultos assumirem é possível alocar os passageiros do banco de trás de quatro maneiras distintas conforme explicado anteriormente.
Ao todo, são 4 posições para adultos vezes 4 posições no banco de trás totalizando 16 maneiras diferentes pelas quais essas pessoas podem ocupar os cinco lugares do automóvel.